A Minha Língua É o Teu Sorriso
Matilde Ramalho (9.ºC)
2.º Prémio (Escalão D) - 5.º Concurso de Poesia Zélia Santos
Tema: A Minha Língua É o Teu Sorriso
Antes de tudo, houve um ponto parado,
um instante suspenso, quase apagado,
onde o mundo cabia num gesto pequeno,
e o silêncio falava mais alto que o tempo.
Foi o primeiro traço, o primeiro sinal,
um começo invisível, simples, essencial,
um lugar onde o estranho deixou de o ser,
e duas solidões aprenderam a viver.
Éramos cores perdidas, sons por dizer,
culturas distantes, sem se entender,
mas no teu sorriso, tão leve, tão puro,
ergueu-se numa ponte sobre o escuro.
Não havia palavras, nem forma, nem voz,
mas algo maior ligava-nos a nós,
como se o mundo, por céleres segundos,
esquecesse as fronteiras e todos os seus muros.
A minha língua é o teu sorriso cansado,
onde encontro abrigo quando estou quebrado,
é nele que existo sem tradução,
é nele que descanso o peso do chão.
Porque há encontros que nascem do nada,
como a luz que resplandece na noite fechada,
e no ponto exato onde tudo parecia ser o fim,
foi onde começaste a fazer parte de mim.
E se um dia o tempo apagar o caminho,
se o longe vencer e eu ficar sozinho,
levo comigo esse ponto primeiro,
onde o silêncio nos fez por inteiro.
um instante suspenso, quase apagado,
onde o mundo cabia num gesto pequeno,
e o silêncio falava mais alto que o tempo.
Foi o primeiro traço, o primeiro sinal,
um começo invisível, simples, essencial,
um lugar onde o estranho deixou de o ser,
e duas solidões aprenderam a viver.
Éramos cores perdidas, sons por dizer,
culturas distantes, sem se entender,
mas no teu sorriso, tão leve, tão puro,
ergueu-se numa ponte sobre o escuro.
Não havia palavras, nem forma, nem voz,
mas algo maior ligava-nos a nós,
como se o mundo, por céleres segundos,
esquecesse as fronteiras e todos os seus muros.
A minha língua é o teu sorriso cansado,
onde encontro abrigo quando estou quebrado,
é nele que existo sem tradução,
é nele que descanso o peso do chão.
Porque há encontros que nascem do nada,
como a luz que resplandece na noite fechada,
e no ponto exato onde tudo parecia ser o fim,
foi onde começaste a fazer parte de mim.
E se um dia o tempo apagar o caminho,
se o longe vencer e eu ficar sozinho,
levo comigo esse ponto primeiro,
onde o silêncio nos fez por inteiro.